Pesquisar este blog

domingo, 17 de maio de 2020

ATIVIDADE 1º ANO - PROF LULA e CAMILA


VAMOS FALAR SOBRE RESENHA...

resenha crítica e o resumo são bastante comuns no dia a dia de quem estuda. Seja no ensino fundamental, seja no ensino médio, em universidades ou em cursos livres, esses gêneros textuais marcam presença.

Resumos são textos que evidenciam os aspectos mais relevantes de determinada obra.

Falamos um pouco sobre resumo na atividade passada!

Resenha
A resenha é um texto que avalia e apresenta o conteúdo de obras já finalizadas, ou seja, é uma análise de determinada produção, seja ela uma obra literária, seja um filme, uma obra de arte, um artigo científico etc.
 É importante destacar que na produção desse conteúdo é preciso fazer uma análise crítica sobre o documento solicitado, sem deixar de mencionar os aspectos positivos e negativos. 
Portanto, a resenha crítica é um texto informativo, mas que contém detalhes opinativos do autor, sendo bastante solicitado na área acadêmica.


Diferença entre resumo e resenha:
O resumo caracteriza-se por ser seletivo, objetivo e isento de comentário/julgamento de quem o produz. Já a resenha crítica, obrigatoriamente, apresenta análises do resenhista.

Uma resenha deve conter os três elementos básicos: introdução, desenvolvimento e conclusão.


Introdução
·         Deve-se deixar claro qual é o objeto que está sendo analisado (um livro? Um filme? Um artigo?, etc).
·         Também é importante contextualizar o assunto sobre o qual se fala, por exemplo, no caso de um livro, deve-se trazer dados como: nome do autor, título, editora, local e ano da publicação e número de páginas.
·         Você também pode argumentar sobre a importância do assunto visando orientar a pessoa que vai ler seu texto.

Desenvolvimento

 

·         Ao desenvolver a resenha deve-se observar as ideias e argumentos principais trazidos na obra.
·         Pode ser feito um breve resumo mais objetivo para facilitar a organização das ideias centrais.
·         O desenvolvimento exige a capacidade de articular as ideias da obra analisada com as do autor da resenha.
·         Você não deve se preocupar em bajular ou atacar diretamente a autoria, mas sim em apresentar argumentos que contextualizem suas ideias.

Conclusão

·         O enfoque da conclusão deverá ser a sua opinião de forma mais direta.
Você pode focar em aspectos como:
  1. Qualidade e originalidade da obra;
  2. Benefícios proporcionados;
  3. Qualidade da linguagem utilizada, ou as dificuldades encontradas;
  4. Se a obra tem fácil acesso;
  5. Pontos mais relevantes e/ou necessários;
  6. Aspectos desnecessários e/ou irrelevantes.

·         Tente se colocar no lugar de quem vai ler para saber investir a sua atenção nos pontos mais importantes.
·         Já que será um texto curto, é melhor que ele tenha informações suficientes e relevantes.

VEJAMOS ALGUNS EXEMPLOS DE RESENHA:
RESENHA DE FILME
Confira a resenha do filme que quebrou barreiras entre o debate social e o audiovisual mainstream.

O início é digno de um conto de fadas:  um pai conta a seu filho a história de sua terra natal, Wakanda, onde cinco tribos viviam em discórdia até se submeterem a um forte guerreiro que possuía os poderes da Pantera Negra, considerada uma espécie de divindade.  E assim, em uma das animações mais bonitas que já vi, o novo filme da Marvel dá partida a uma produção de fotografia linda, cheia de cores e paisagens vivíssimas.
Pantera Negra conta a história de um herói africano que vivia em um país isolado, rodeado por tecnologia avançada. Todavia, após a aparição de um vilão carregado de mágoas e cicatrizes – em todos os sentidos – a segurança da nação é ameaçada.
Mais do que um filme de super-herói, Pantera Negra discute temas importantes que, em geral, ficam reclusos a debates entre os afetados e negligenciados pela sociedade; como o racismo estrutural velado, a emancipação feminina e a ajuda ao outro, colocando sua exposição em jogo. Ryan Coogler dirigiu o filme de forma que tudo isso fosse exibido de forma leve e natural.
Os Panteras Negras dos anos 60 constituíam o partido homônimo que, em tempos de segregação racial nos Estados Unidos, lutavam por seus direitos civis sem justificarem seus meios, leia-se a partir do uso da violência também, inclusive como forma de proteção a atuação agressiva e invasiva da polícia – que, quase 60 anos depois, continua matando mais negros do que brancos. E não é só nos EUA não: no Brasil, a cada 100 mortos, 71 são negros, de acordo com o Atlas da Violência de 2017. Essa herança maldita é traço presente no antagonista do filme, que clamava vingança pelos seus ancestrais e por tudo que os negros sofreram desde o período colonial.
“Jogue-me no oceano com meus antepassados que pularam dos navios, porque sabiam que a morte era melhor do que a escravidão.”
Apesar de contraditório, devido a forte conotação política dos militantes, o filme aborda outras soluções para esses conflitos. De acordo com Wes Machado, estudante de teatro e coordenador geral do Diretório Acadêmico Pagu de Artes da Universidade Anhembi Morumbi, o antagonista, representado por Michael B. Jordan, é na verdade um mero reflexo do sistema; um homem que carrega uma herança histórica e assume uma posição de revolta.
Já era tempo de Hollywood realizar uma produção em que não só a maioria dos atores são negros, como também a maior parte da equipe. É raro ver um filme blockbuster em que alguma minoria ganhe um papel além do coadjuvante engraçado ou marginalizado e estereotipado, mas que ocupe uma posição de protagonismo e, finalmente, de maioria.

RESENHA DE LIVRO
Uma leitura obrigatória para todo estudante que queira prestar vestibular, O Cortiço é um romance escrito por Aluísio de Azevedo (1857-1913), que além de escritor, foi jornalista, caricaturista, diplomata, cronista e pintor. O autor vivia em um contexto histórico no qual o país sofria com um grande crescimento demográfico, que é onde se inicia as construções de cortiços.
Outra característica marcante do final do século XIX foi o fortalecimento da sociedade burguesa, industrial e materialista, e também onde os métodos científicos e as ciências naturais começam a evoluir. E é rodeado deste contexto e destas influências que surge o romance naturalista O Cortiço.
A história se passa em um bairro de periferia da cidade do Rio de Janeiro nos fins do século XIX, e toda a história acontece em torno de várias casinhas precárias e pobres, mais conhecidas como cortiço, que dá o nome à história.
João Romão, a personagem principal, em sua adolescência trabalhava como empregado de um vendeiro, e este mesmo, ao vir a falecer, deixa para seu empregado não só o que lhe devia em quantia como também sua venda com tudo o que havia dentro. Assim, inicia-se a história de João Romão, que se torna o vendeiro mais esperto e astuto da região.
O livro é recheado de personagens e cada uma delas vive um drama diferente. Ele retrata paixões, injustiça social, escravidão velada, os preconceitos à classe social e racial, adultério, homossexualidade, prostituição e destruição da família. E a figura feminina acaba ganhando grande destaque nas histórias mais marcantes da obra. João Romão enriquecia por meio de trabalhos realizados por outros e a grande maioria desses trabalhadores ou colaboradores eram as mulheres que viviam em seu cortiço.
A visão naturalista absoluta da história relata a verdadeira situação da época. A reformulação da sociedade brasileira com o intuito de obter “ordem e progresso”, o crescimento do proletariado e das cidades, e a consolidação do poder da burguesia que lutava contra os operários manifestantes.
Isto fica bem claro no trecho onde João Romão é abordado por um trabalhador que busca melhoria em seu salário: insatisfeito e com conhecimento do crescimento financeiro de João Romão, não aceita ser explorado, visto que o português não mede esforços para conseguir o que deseja, enganando e mentindo caso seja preciso.
A supervalorização do sexo, o desejo sexual e a exploração do homem sobre a mulher ficam bem explícitos nas personagens apresentadas e das mais variadas. Para a época, algo diferente e inusitado, daí temos: Bertoleza uma escrava que pagava mensalmente o que “devia” a seu patrão; Léonie uma prostituta que em determinado momento inicia outra personagem em sua vida de prostituição e homossexualismo; Rita Baiana, uma mulata extrovertida, que vivia nas diversões noturnas; Leocádia, a esposa adúltera; Florinda, a adolescente grávida e sua mãe Marciana, que enlouquece com a situação; entre tantas outras personagens bem características.
O Cortiço de Aluísio Azevedo é apenas um relato do que acontece e como são variados e muitos outros cortiços que existiram e ainda existem, em que o grupo feminino “incendeia e movimenta” o convívio social.
O texto “As marcas da sedução em O Cortiço”, que é uma análise de Luiz Antonio Ferreira, traça bem não só estas características, como também nos chama a atenção para a exploração que existia na sociedade (e ainda hoje), e traça um paralelo entre o poder e as relações sociais, discorrendo sobre as diferentes formas de exploração, observando também que não há respeito pelo ser humano.
Podemos perceber que o desejo de possuir acima de tudo, com o único intuito de acumular para si, utilizando de todos os mecanismos para enriquecer, éticos ou não (caracterizando seu desvio de conduta), é extremamente evidenciado na personagem João Romão. Afastando-se da moral, adquire cada vez mais um caráter doentio.
E o romance termina com uma grande crítica aos movimentos abolicionistas da época, final este que, não contaremos aqui, é claro, mas que vale a pena matar a curiosidade desfrutando de cada trecho desta clássica obra, que infelizmente, ainda reflete muitas disparidades ainda vividas em nossa sociedade.


ATIVIDADE
1)      Leia a resenha crítica abaixo e responda as questões:

O  Poço

Novo filme da Netflix utiliza elementos de horror gore, mas tem muito mais a dizer do que apenas assustar

 Existem três tipos de pessoas. As de cima, as de baixo e as que caem”. Não há melhor frase em O Poço para iniciar a fábula sádica que é o filme. Em tempos que vivemos um distanciamento social, não só por diferenças políticas, mas também pela já conhecida estrutura socioeconômica que afasta cada vez mais a população de um país que batalha por mais igualdade, é de se parabenizar a Netflix por nos dar acesso a uma obra que retrata, de maneira abstrata, nosso mundo de uma maneira tão assustadora quanto atual.
Situado dentro de uma prisão vertical conhecida como O Poço, o longa é protagonizado por Goreng (Ivan Massagué, brilhante no papel), um homem que faz por conta própria a escolha de ir para o local com o intuito de parar de fumar. Lá dentro, ele conhece o velho Trimagasi (Zorion Eguileor), seu “companheiro de cela”. Há meses na prisão, o ancião explica para o jovem como funciona o dia a dia: não há contato com a luz do sol e nem tempo para esticar as pernas e se exercitar do lado de fora. A única ação que ambos têm durante todo o tempo é esperar por uma plataforma de comida que se move para baixo entre os andares todos os dias. Como Goreng e Trimagasi estão no nível 48 do Poço, eles precisam aguardar que os dois presos em cada um dos 47 níveis acima se alimentem até que os restos cheguem ao seu andar.
Preparado no nível zero, o luxuoso banquete fica em todos os níveis por apenas dois minutos antes de descer para o próximo. Nenhum preso pode segurar restos consigo, com o perigo de receber punição. Conforme o tempo passa, Trimagasi explica para o protagonista que nem sempre eles terão com o que se alimentar e que os presos dos andares de cima pouco se importam com quem está abaixo. O único alento, e também o maior medo de quem vive no Poço, é que a cada 30 dias as duplas trocam de lugar aleatoriamente. Quem está no nível um pode ir parar no 147, e quem está no 147 pode ir para o nível um. Essa dinâmica força com que todos os presos passem pelas mais diferentes situações, o que em alguns casos pode significar atingir o limite que um ser humano pode chegar ao tentar manter a sanidade passando muita fome.
Mesmo em sua estreia como diretor de longa-metragem, Galder Gaztelu-Urrutia surpreende com uma narrativa que usa elementos de filme de horror gore para dissecar a estrutura socioeconômica que vivemos perante o capitalismo. É uma metáfora sobre os terrores desse sistema, onde cada indivíduo se debulha durante o seu tempo no topo, enquanto as massas invisíveis no fundo se comem vivas.
Durante sua experiência, Goreng percebe que ninguém é beneficiado na prisão, mas quase todos resistem obstinadamente às mudanças, incentivando cada indivíduo a comer o máximo que puder enquanto estiver em situação favorável. Nem mesmo o conselho de Imoguiri (Antonia San Juan), uma de suas companheiras, abre os olhos do protagonista em meio ao caos. “Somente uma solidariedade espontânea pode trazer mudanças”, ele escuta. Se todos se alimentassem com o que apenas foi reservado para si, haveria comida para todos. Mas como fazer essa mensagem ser notada quando quem tem em abundância apenas quer mais, enquanto os que não têm nada vão se transformando em canibais?
Mesmo que sua mensagem seja mais parecida com o que observamos em filmes como Parasita e O Expresso do Amanhã, de Bong Joon Ho, e Você Não Estava Aqui, de Ken Loach, Urrutia não se contém na hora de chocar em cenas que deixariam qualquer fã da franquia Jogos Mortais orgulhoso.
De fato, O Poço é um filme de terror com muito mais a dizer do que apenas assustar. Há uma eficiência brutal na narrativa, impulsionando-nos rapidamente para cima e para baixo do prédio vertical, forçando-nos a testemunhar muitos horrores. Requer um estômago forte, especialmente quando vemos o que acontece nos níveis mais baixos, mas o fato de existir uma ideia maior faz com que a trama continue a evoluir à medida que o filme avança. Por mais que seja sombrio, o longa se move com uma velocidade tão feroz que nos deixa ofegantes quando compreendemos quão ruim as coisas podem ficar.
O final ambíguo pode não satisfazer por não parecer o que muitos estavam esperando – e nem deveria. Para um filme que retrata de maneira grotesca a opressão do sistema em que vivemos, ainda há momentos de alívio. O Poço é uma produção escapista para quem quer se sentir imerso dentro de uma ficção de qualidade, mesmo que suas loucuras sejam tão incrivelmente parecidas com a nossa realidade.

Questões:
a)    Você conseguiu compreender o tema abordado na resenha?
b)    Considera que foi uma leitura fácil? Justifique sua resposta
c)    Qual é o assunto abordado no filme?
d)    Através da leitura da resenha, é possível dizer de que forma o filme critica a sociedade?
e)    Qual é o objetivo do filme?
f)     Qual é objetivo do texto?
g)    A que tipo de público o filme se dirige?
h)    Você ficou curioso para assistir ao filme? Justifique.
i)      No texto é possível identificar informações técnicas do filme. Responda: Quem foi o diretor da obra? em que plataforma digitaL o filme pode ser encontrado? Por quem o longa metragem é protagonizado? A que outros filmes o texto compara “O Poço”?
2)    Elabore uma resenha crítica do último filme que você assistiu.
Referências:
PACHECO, Mariana do Carmo. "Diferenças entre resenha crítica e resumo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/diferencas-entre-resenha-critica-resumo.htm. Acesso em 17 de maio de 2020.
https://falauniversidades.com.br/resenha-pantera-negra/

Técnicas de Redação - Prof. LULA 3º A e B (mat. ) 3º A (Vesp) REGULAR


Colégio Estadual José Ribeiro Pamponet

Professor= Luiz Carlos Fernandes Maciel (LULA)

Técnicas de Redação

TURMAS: 3º A, B (matutino)    3º A Vesp.    REGULAR


            O Texto dissertativo-argumentativo

01. Complete as frases NUCLEARES utilizando argumentos interessantes e plausíveis que dê sentido ao texto dissertativo.
Obs: Para cada frase será desenvolvido por um parágrafo argumentativo ( Mínimo 04 linhas) Vamos lá!!!
a) A convivência entre gerações sempre tende a gerar conflitos e atitudes negativas, pois... _________________________
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) A fixação pela vida virtual é uma peculiaridade do jovem moderno. O que faz a juventude viver isolada e vidrada na internet é... _____________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
c) Os adolescentes estão iniciando a sua vida sexual cada vez mais cedo. Isso pode ser considerado devido ao...____________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
d) A base social do ser humano, sem sombra de dúvida, é a família. Nela o homem aprende a...___________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
e) O meio ambiente sofre com a ação cada vez mais desordenada do homem. Isso geralmente é causado pela...
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
f) A violência urbana e também no campo se alastra como uma erva daninha. As principais causas desse problema são...
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
g) A classe política brasileira não goza de muito prestígio junto à população. Isso se deve por conta da...
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



segunda-feira, 4 de maio de 2020

Redação – 3º ANO - Prof. Luiz Carlos Fernandes Maciel (LULA)

Colégio Estadual José Ribeiro Pamponet
Prof. Luiz Carlos Fernandes Maciel (LULA)
Redação – 3º ANO

Gênero textual

Editorial
O editorial é um texto argumentativo que expressa a opinião de um jornal ou de uma revista sobre um assunto atual. Em geral, não apresenta assinatura, é escrito em 3ª pessoa e sua linguagem é formal.
Leia o editorial a seguir.
Internet sob censura?
Atende pelo nome de Anteprojeto do Marco Civil da Internet a proposta de regulamentação do conteúdo na web que vem sendo elaborada nos gabinetes do Ministério da Justiça. E nele um perigoso precedente – resgatando o velho cacoete de governos latinos de buscar controlar as comunicações – corre o risco de ser validado. A nova investida contra a liberdade de expressão e comunicação está configurada em algumas das regras do texto em estudo. A contar, por exemplo, o mecanismo de notificação eletrônica que permite a qualquer um que se sinta atingido por publicações na rede o poder de requerer o bloqueio de conteúdos. O provedor ou site que não atender ou não tomar providências nesse sentido após ser notificado terá de arcar com eventuais prejuízos – morais ou financeiros – da pessoa ou grupo que se considere atingido. Na prática, fica estabelecido dentro do ambiente da internet o conceito de que interesses não podem ser contrariados. Um princípio por si só antidemocrático e inconstitucional por ferir o livre trânsito de informação e por limitar o papel do veículo internet de promotor de discussões amplas, plurais e não controladas. O agravante é que a notificação eletrônica funcionaria como um dispositivo de ação imediata, antes mesmo do julgamento do mérito nos tribunais de Justiça. Na prática, a remoção antecipada de conteúdo repete na rede o equívoco da
concessão de direitos de resposta automáticos, sem a sentença final na última instância. Há
naturalmente caminhos mais efetivos, via medidas legais previstas na Carta Magna, para
aqueles que, sentindo-se prejudicados por difamação, distorção ou erro, busquem a defesa
dos seus direitos. Tentar eliminar o confronto de ideias no ambiente da web é trabalhar
pelo pensamento único e dirigido. E, decerto, é o que pode acontecer com a aprovação desse
instrumento. O anteprojeto ministerial deve ser concluído até o final de maio e segue
depois para análise e votação no Congresso. A sociedade civil organizada deve e precisa se
manifestar antes que essa ameaça siga adiante.
Carlos José Marques, Isto é
São Paulo, 5 de maio de 2010.

01. O EDITORIAL é também um texto argumentativo, como o artigo de opinião, a carta do
leitor, a carta aberta e outros gêneros textuais.

a) em geral, o editorial expressa a opinião de um jornal ou de um revista sobre um fato
polêmico. Qual é o fato analisado no editorial em pauta?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) Por que esse projeto causou polêmica na imprensa?
___________________________________________________________________
__________________________________________________________________
02. O editorial, habitualmente, não apresenta assinatura, porque a responsabilidade do
conteúdo é da equipe que edita o jornal ou a revista.
a) O editorial em estudo foi assinado. Qual seria o motivo?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) Na verdade, ao assinar o editorial, o editor-chefe representa a opinião de toda a equipe.
Nesse caso, explique por que há diferença entre o editorial e o artigo de opinião quanto à
assinatura.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
03. A INTRODUÇÃO, que corresponde, em geral, ao 1º parágrafo e apresenta o assunto do
texto, vai do início do editorial até o fim da 2ª frase: “CORRE O RISCO DE SER
VALIDADO”. Qual é o ponto de vista defendido sobre o assunto?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
04. No DESENVOLVIMENTO que vai da 3ª frase até o final da 9ª
(“sem a sentença final na última instância”), são apresentados ARGUMENTOS que
fundamentam a TESE.
a) segundo a argumentação do autor, como é possível perceber a decisão de regular a
liberdade de comunicação?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) Como essa regra eliminaria qualquer possibilidade de o provedor ou site não seguir essa
determinação?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
c) A que conclusão o autor chegou sobre essa ação?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
05. Dando continuidade ao desenvolvimento, o autor reforça seus argumentos de que a
notificação eletrônica pode complicar ainda mais a situação do provedor.
a) Que argumentos ele apresenta na defesa de suas opiniões?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) De que modo ele analisa esse bloqueio imediato de conteúdos na internet, sem nenhum
julgamento?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
06. A CONCLUSÂO do editorial vai da 10ª frase (“Há naturalmente caminhos mais
efetivos”) até o final do texto.
a) Quase sempre essa parte apresenta uma síntese das idéias expostas, para reforçar a
tese ou lançar novos questionamentos. Qual desses recursos foi empregado No editorial em
estudo?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) O que o autor parece temer e, por isso, alerta os leitores a expor suas opiniões sobre
esse anteprojeto?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
07. O editorial é publicado em uma seção específica de jornal ou revista.
a) No texto, há o emprego da variedade padrão da língua ou de alguma variedade popular?
Esclareça sua resposta.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) Qual é o tempo verbal predominante e a pessoa empregada Explique por que se usou essa
pessoa verbal.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

domingo, 3 de maio de 2020

ATIVIDADE - 2º A e B vespertino - PROF CAMILA MIRANDA


Olá, pessoal.
Vamos continuar nossos estudos levando em consideração o que vimos até aqui.
PASSO 1:
Hoje vou solicitar que elaborem um parágrafo introdutório, mas ANTES VOCÊS DEVERÃO FAZER UM ESQUEMA DE “MONTAGEM” DESSE PARÁGRAFO, OU SEJA:
1. Pesquisar extensamente sobre o tema.
2.Responder às questões:
a) Que informações pretendo expor ao meu leitor?
b) Por que é importante que meu leitor saiba sobre essas informações?
2. Definir o objetivo do texto.
3. Selecionar os argumentos que irá utilizar.
4. Fazer um rascunho do parágrafo.
5. Listar de que forma suas ideias serão organizadas no parágrafo.

PASSO 2:
Escrever um parágrafo introdutório sobre o tema do ENEM de 2015: "A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira".

Sugestão de referência:  Música Maria da Vila Matilde, de Elza Soares. Vocês podem encontrar no link abaixo:

A seguir vocês podem ler dois parágrafos introdutórios de redações nota 1000 do ENEM.
TRECHO 1:
“De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI as mulheres ainda são alvos de violência. Esse quadro de persistência de maus tratos com esse setor é fruto, principalmente, de uma cultura de valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes por parte do Governo”.

TRECHO 2:
“Historicamente, o papel feminino nas sociedades ocidentais foi subjugado aos interesses masculinos e tal paradigma só começou a ser contestado em meados do século XX, tendo a francesa Simone de Beauvoir como expoente. Conquanto tenham sido obtidos avanços no que se refere aos direitos civis, a violência contra a mulher é uma problemática persistente no Brasil, uma vez que ela se dá- na maioria das vezes- no ambiente doméstico. Essa situação dificulta as denúncias contra os agressores, pois muitas mulheres temem expor questões que acreditam ser de ordem particular”.


ATENÇÃO: ENVIEM AS PRODUÇÕES PARA camila.miranda23@enova.educacao.ba.gov.br

ATIVIDADE 1º ANO - PROFESSORES LULA E CAMILA MIRANDA
























AGORA, VAMOS PRATICAR:
Leia o texto abaixo e faça um resumo com, no máximo, 2 parágrafos. Cada parágrafo deve conter entre 5 e 7 linhas.
Não esqueçam de colocar o título.

RESPONDA: Você concorda com o autor quando ele afirma que "O ciberespaço está longe de conhecer a igualdade social, ele reproduz com integralidade a mesma divisão de classe da sociedade capitalista". Justifique sua resposta.



A pandemia provocada pelo novo coronavirus – Covid-19 – que assola o mundo e impõe o isolamento social generalizado, fechando as pessoas em suas casas, está mantendo metade dos estudantes de todo o mundo longe das salas de aulas, em ambos hemisférios do globo terrestre.

            A OMS – Organização Mundial da Saúde – já prenunciou a perda do semestre letivo. Os pais estão em polvorosa com a suspensão das aulas,  com os filhos em isolamento dentro de casa e com criatividade insuficiente para mantê-los calmos e ocupados. Alguns segmentos da sociedade começam a pressionar as autoridades escolares exigindo oferecimento de lições por meio das novas tecnologias de comunicação. 
Aqui no Estado do Rio de Janeiro oferecer ou não oferecer educação a distância está na agenda do dia. Grande quantidade de pais exige-a. A Secretaria de Educação – SEDUC – é favorável e exerce pressão sobre o professorado para o seu oferecimento. O Ministério Público, por sua vez, recomenda que a SEDUC suspenda as atividades não presenciais por meio de qualquer plataforma educacional previstas para começar no dia 13 de março. 
O oferecimento de educação a distância por qualquer meio digital não é coisa simples ou fácil. As autoridades que optam por seu oferecimento agem açodadamente, fetichizadas pelo potencial das novas tecnologias e de forma autoritária querendo salvar as próprias peles como se o sinal de Internet fosse gratuito, universal e de qualidade igual para aproximadamente 250 mil estudantes e 40 mil professores. Parecem desconhecer ou fazem vistas grossas à realidade socioeconômica de discentes e docentes que, em grande parte, somente têm acesso por meio de telefones pré-pagos e, portanto, com tempo limitado e caro. Também parecem desconhecer que as operadoras mais populares têm péssima cobertura, muitas áreas de sombras, e sinais de pequeno alcance.
 Um dia admiti [..] com arrogância a possibilidade de oferecer ensino de qualidade universalmente a todos os estudantes de todas as regiões brasileiras. Hoje admito o meu grau de idealismo e a impossibilidade de oferecer EaD, dadas as desigualdades sociais e regionais do Brasil. Ainda há regiões desprovidas de luz elétrica de qualidade durante as vinte e quatro horas do dia, há locais onde os geradores a diesel são desligados as 22 horas e outros onde os lampiões e lamparinas ainda são indispensáveis. A grande quantidade de usuários de Internet que habitam estes lugares tem acesso precário, sinais fracos e total incapacidade de usar os recursos disponíveis de streaming, por exemplo. Há ainda quem tenha de subir em árvores para obter melhores sinais. 
 Estamos ainda muito distantes da democratização do sinal de Internet, mas não apenas dele. Também continuamos carentes de boas e eficientes redes de manutenção de PCs, computadores portáteis e telefones inteligentes.Não são todos os usuários que acessam esta rede e tem dinheiro suficiente para pagar os serviços técnicos indispensáveis [...].
A cidade do Rio de Janeiro, dada a sua geografia, também reproduz a mesma realidade das demais regiões do país, a despeito de ser uma capital. Receber o sinal de Internet nos bairros de Botafogo, Lagoa, Jardim Botânico, Humaitá ou Barra da Tijuca é uma coisa que chega a ser prazerosa; outra, de natureza bem diferente, é recebê-lo na Rocinha, Complexo do Alemão, Rio das Pedras, Cambuci ou Maria da Graça. Muitos estudantes destes lugares, inclusive, somente usam os telefones celulares de seus pais quando eles permitem e mesmo assim com tempo contado. 
O ciberespaço está longe de conhecer a igualdade social, ele reproduz com integralidade a mesma divisão de classe da sociedade capitalista. As classes populares sofrem nele as mesmas agruras do mundo real. Os mais ricos se deliciam e se enriquecem mais com os avanços científico-tecnológicos e a subordinação deles como rápidas e eficientes forças de produção. 
Por esta razão, a determinação de oferecer educação a distância para o alunado do Estado do Rio de Janeiro é desprovida de empatia e alteridade, ao mesmo tempo em que pode contribuir para aprofundar as desigualdades sociais existentes. Não vem acompanhada de políticas garantidoras da igualdade de acesso para os estudantes fluminenses. Os mais abonados e remediados poderão acessar a plataforma onde se encontram os textos, vídeos, bibliotecas online etc. nos seus próprios tempos, os mais vulneráveis que se virem. O utilitarismo das autoridades educacionais, que favorece a uns com base num cálculo, desconhece e desdenha o imperativo categórico formulado por Kant: o princípio da universalidade, o fundamento da democracia social: ou é para todos, de igual modo, ou é imoral e antiético.  
[...] 
Zacarias Gama é professor Titular da UERJ/EDU/Departamento de Políticas Públicas, Avaliação e Gestão da Educação. Membro do LPP-UERJ e coordenador geral do Programa de Pós-graduação Desenvolvimento e Educação Teotonio dos Santos – ProDEd-TS